[Review] Motorola RAZR: Ultrafino e super resistente

Há algumas semanas atrás eu finalmente recebi em minha casa o ultimo smartphone Android a ser lançado, pelo menos aqui no Brasil, na geração 2011. O Motorola RAZR pode não ter me agradado muito no início, e eu expressei muito bem bem esta minha visão inicial no post de primeiras impressões, mas até como eu havia dito no texto, os aparelhos da Motorola realmente sempre dão um pouco de trabalho para nos adaptarmos, então apreciar suas qualidades é algo que leva tempo.

Durante este período de duas semanas em que eu fiquei testando o RAZR, também estive bastante em contato com outros gadgets, como o S II, da mesma geração que smart da Motorola, e o Galaxy Nexus, que é um dos aparelho responsáveis por começar a nova geração de smartphones com telas HD. Mesmo assim, irei evitar fazer a comparação com esses outros, focarei mais em aparelhos como o Atrix e o Milestone 3, então quem estiver curioso não exite em me perguntar na área de comentários.

Rápido, mas não tão estável

Como de costume, a Motorola investiu bastante no hardware deste modelo. O RAZR está munido com um processador de 1.2 GHz e 1 GB de memória RAM – além de uma memória interna de 8 GB para arquivos -, sendo assim um dos Androids mais rápido que já experimentei. O aparelho consegue realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, possuindo a melhor capacidade para multi-tarefas que eu já vi em um smartphone, que foi o único capaz de rodar o live wallpaper Aquarium sem ficar muito lento na hora de executar, por exemplo, o Music Player. Papéis de parede animados são com certeza desafios para qualquer smartphone lançado em 2011, pois consomem muitos recursos, mas de todos os que começaram a ser vendidos em 2011, o RAZR foi o que demonstrou a menor perda de performance ao executá-los.

Abrir aplicativos e jogos nele é extremamente rápido, quase que instantâneo. Para quem vive o dia todo indo de um lugar para outro, podendo usar o smartphone em apenas curtos períodos de tempo, isso faz uma diferença enorme. Carregar consigo um aparelho que abre o que queremos de maneira rápida é muito bom. Por mais que este não seja o celular mais rápido neste quesito, a diferença deste para os outros que estão na sua frente chega a ser bem pequena.

Diferente até mesmo o Atrix e do Milestone 3, o RAZR deu sim algumas travadas chatas durante os meus testes. Algum leitor aqui no blog me disse que o fato de eu ter cortado o cartão SIM que eu possuía para colocar no aparelho – pois o RAZR usa o padrão micro SIM – poderia ter causado isso, mas mesmo quando eu retirei o meu micro SIM de fabricação caseira, o aparelho continuou a dar suas travadas chatas, porém com frequência bem inferior. O sistema dele, um Android 2.3.5 com interface MotoCast, não parece ter sido tão bem desenvolvido quanto o que vemos no Milestone 3, que utiliza quase a mesma interface, porém um pouco menos atualizada.

Claro, aparelhos com Android travam, mas era de se esperar que o simples toque no botão home resolvesse o problema do travamento, como acontece no Galaxy S II da Samsung, onde o aparelho se recupera de maneira extremamente rápida.

Já na hora de rodar alguns jogos, o Motorola RAZR não desaponta nem um pouco. Ele é super rápido para carregá-los e jogar os mais complexos games com os mais deslumbrantes gráficos é uma tarefa extremamente fácil para este smartphone. Além de que, a tela de 4,3″ polegadas com resolução de 540 x 960 pixels realmente deixa a imagem muito boa. Curiosamente, a resolução maior que o padrão causa também um pouco da diminuição de performance que vemos quando o comparamos a aparelhos de hardwares iguais mas de resoluções inferiores, pois quanto maior a resolução mais recursos são necessários.

A navegação na web do RAZR é diferente do que eu esperava, enquanto este aparelho se saí excelente na multi-tarefa e muito bom nos jogos, desaponta no navegador. Não, a navegação na Web não é ruim, mas está mais próxima da que vemos no Milestone 3 do que da dos novos smartphones.

Não dá para enxergar uma suavidade enquanto mexemos em alguma página, até mesmo a página do blog parece ter tido uma mínima dificuldade para rodar, por mais leve que ela seja. Testei alguns sites mais pesados, como o do Não Salvo, e o RAZR teve uma dificuldade extremamente fácil de perceber, no sentido de que foi até um pouco difícil de navegar por eles.

Sabe quando você pega um smartphone e tenta dar zoom em uma página? Pois é, alguns smarts, como o próprio iPhone, já conseguem fazer esta tarefa de maneira extremamente suave, sem atrasos, enquanto o RAZR não consegue. Dá para ler nele? Dá. Dá para navegar normalmente na maioria das páginas? Sim. Porém isso não justifica o fato de que um smartphone tão caro falhe de maneira tão básica assim. E fica claro que isso não é problema de hardware e sim de software, pois o MotoCast deixa as ações de zoom extremamente lentas em qualquer aparelho, esta é ainda uma das áreas em que a Motorola não conseguiu melhorar.

Design diferente e corpo resistente

Talvez o maior foco da Motorola na hora de criar o RAZR tenha sido o seu corpo. Dá para perceber que ela colocou bastante esforço na hora de desenhar capa pedaço do aparelho, criando um smartphone que pode ser dito como diferente de qualquer outro que você já tenha experimentando. O RAZR é único. Ele possui uma aparência de um smartphone super tecnológico, vindo do futuro, algo que poucos modelos conseguem passar hoje em dia. Eu não gostei.

Gosto é algo meio difícil de discutir. Uns gostam de ruivas e outros gostam de loiras. Uns gostam do design do RAZR e outros não. Por mais que, no final, caiba a você decidir se gostou ou não da aparência dele, eu não passei 2 semanas observando ele de perto para que, na reta final, não desse a minha opinião sobre esta área.

Vamos começar pela frente do aparelho, que é coberta por um vidro bem liso e que facilita o deslizamento do dedo. Nela nós vemos de cara o ‘escrito’ da Motorola impresso em uma peça metálica, feita de alumínio talvez, de textura áspera. Perto dela nós temos ainda a câmera frontal de 1,3 megapixels, capaz de filmar vídeos em HD, que se destaca bastante e, na minha opinião, deveria ter sido colocada mais a direita, pois está próxima demais do meio do aparelho, o que, de certa forma, é estranho, fora do padrão, não aproveita todo o espaço que a parte da frente dele tem.

Se olhar bem de perto dá par enxergar perfeitamente que do lado oposto a câmera existe o sensor de luminosidade, o que geralmente as fabricantes tentam esconder, mas no RAZR a Motorola deixou bastante fácil de ser percebido. Outro fator… não usual… é o microfone que fica na parte inferior da parte frontal e não na parte inferior do corpo do aparelho, ou seja, na frente deste smartphone tem UM BURACO. Por mais que o RAZR possua uma certa proteção contra água, já que você pode, sem querer, deixar cair um pouco em cima da tela dele, se a água – ou qualquer outro líquido – escorrer para o microfone ou para o alto-falante, já era o aparelho.

O que mais incomoda na frente dele são as bordas largas ao redor da tela e o tamanho grande da área onde se encontram os botões de sistema – menu, home, voltar e buscar. Eu facilmente entendi como a Motorola conseguiu deixar o RAZR tão fino, com 7.1 mm de espessura. O que ela fez foi alongar o aparelho para os lados e para cima, o que, na minha opinião, foi uma péssima escolha. Antes ele ser um aparelho com 8 mm de espessura se isso significasse que a sua borda fosse mais fina e a área da parte frontal fosse menor, já que o tamanho atual faz com que ele seja quase do mesmo tamanho do Galaxy Nexus – que é gigante – e maior que o Galaxy S II e o Arc, fazendo com que ele seja extremamente desconfortável de segurar.

Como o RAZR tem poucas curvas, a situação se agrava mais ainda, pois o problema não é só ser grande, mas sim ser grande e ruim de segurar.

Com isso chegamos a parte traseira do aparelho, que não é muito inteligente e confortável, mas é EXTREMAMENTE BONITA. Me apaixonei por esta parte do aparelho, pois ela possui um visual muito bacana, diferente e meio Geek. Confesso que quando eu segurava o RAZR na minha mão, mantinha apenas ela a amostra, pois é ela que dá um look legal ao aparelho, além de conter a sua parte com maior resistência, pois a capa da bateria – que não pode ser retirada, já que o aparelho é todo fechado – é feita de Kevlar, o mesmo material usado para fazer roupas de mergulho, que tem, por sinal, uma textura de borracha bastante agradável e que evita com que ele escape facilmente de sua mão.

Os leitores do blog até me deram algumas boas idéias de como poderia ser feito o teste de resistência…

… mas, infelizmente, a Motorola não iria me deixar martelar, furar, marretar, meter bala ou usar uma britadeira, lava do inferno, independentemente da ordem de que cada um desses métodos de tortura fossem realizados – droga!

Mesmo assim, não se preocupem! Eu fiz o que qualquer blogueiro limitado por um termo de responsabilidade faria, meti a unha na costa do aparelho, o que acabou por machucar a minha unha, deixando traseira do aparelho intacta, sem arranhões. Além disso, não tem como eu assegurar a resistência do resto aparelho, posso dizer que ele parece bem firme, pesando 127 g, e aparenta possuir certa resistência, por mais que a parte da frente, por ser coberta por um vidro, ainda pareça ser frágil.

E falando em lava do inferno, um fato bastante legal é que o RAZR não esquenta. Quase todo smartphone por aí sofre do problema de ficar muito quente, principalmente quando usamos por longos períodos ou colocamos para carregar, mas o RAZR não. O que eu fiz foi deixar a tela dele ligada por bastante tempo, baixando Dungeon Defenders enquanto carregava na tomada, o resultado foi que o aparelho ficou morno, não chegando a ficar um calor que incomodasse. O aparelho é tão frio que quando você fica em um lugar com ar condicionado e coloca ele no bolso, dá para sentir o frio da tela, o que também não ocorre com nenhum outro smartphone que eu tenha experimentado, pelo menos não enquanto ligado e tendo sido recentemente usado.

Já a tela do aparelho é simplesmente linda, não é a melhor, mas é com certeza uma das 3 melhores que eu já experimentei. E sim, por mais que a qHD Super AMOLED não seja tão viva quanto a Super AMOLED Plus, ela acaba vencendo a tela do Galaxy S II quando o assunto é pixealização. Na tela do RAZR você não vê muitos serrilhados nas bordas das figuras, o que é muito bom, já que o tamanho da tela – 4,3″ polegadas – poderia distorcer um pouco as imagens. A qualidade das imagens na tela fica muito boa, superando 95% das que encontramos em smartphones das mais diversas fabricantes.

Nas laterais, mais especificamente do lado direito, encontramos os botões de ligar e volume. Eles foram posicionados estrategicamente no lado direito do aparelho, pois, como ele é muito grande, ficar ao lado em uma só extremidade facilita bastante o uso. E para você não acabar tocando no botão errado, o de ligar possui a mesma textura áspera do ‘escrito’ da Motorola na parte frontal, enquanto os botões de volume são lisos, de plástico.

Se tem algo bom no corpo deste aparelho é a facilidade com que é segurar ele horizontalmente, em modo paisagem, pois aí sim ele parece encaixar perfeitamente na mão, fazendo com que os atos de tirar fotos, jogar, escrever ou navegador com o aparelho nesta posição seja extremamente agradáveis, ainda mais que  na parte traseira há um desnível entra a área onde fica a capa da bateria e a área onde se encontra a câmera, assim, como esta área da câmera é bem mais alta, você tem um local para segurar.

O RAZR é um gigante desajeitado, bastante quadrado. A dificuldade de segurar o aparelho em posição de retrato - tarefa que tem que ser feita como se ele fosse um livro, tocando na parte da frente e na parte de trás com os dedos – é algo que incomoda, mas que dá para se acostumar.

Na verdade, isso vai de cada um. Percebi que algumas pessoas ao ver o RAZR achavam o aparelho lindo. Por mais que a maioria não tenha gostado, como as opiniões não foram 100% para um lado, prefiro deixar este smartphone com o benefício da dúvida. Não vou dizer que o seu design é ruim, vou dizer apenas que não gostei. Já que a parte frontal é a que mais chama atenção em um celular, a Motorola deveria sim ter tido maior cuidado na hora de desenhá-la.

Interface e aplicativos

A Motorola caprichou na interface do RAZR, por mais que ela seja praticamente a mesma do Milestone 3. Você irá encontrar nela os seguintes aplicativos: Alarme e Cronômetro, Arquivos, Calculadora, Calendário, Câmera, Canaisque é uma espécie de leitor de feeds e notícias -, Central de ajuda, Citrix, Comandos de Voz, Conector Webtop, Contatos, Downloads, E-mail, Galeria, Gerenciar Tarefas - que serve para você ver os apps instalados e programar a finalização automática de alguns -, Internet, Mensagens, Minhas contasque é um gerenciador das contas de redes sociais e e-mail – , MOTOPRINT - que você pode aprender como configurar neste texto aqui -, Quickofficeque é o pacote Office do aparelho -, Redes Sociais - que é um app que facilita  o uso de redes sociais e se integra com o navegador, assim fica extremamente fácil compartilhar páginas da web com os seus amigos -, Roteador Wi-Fique possibilita com que você use o seu smartphone como um modem wireless, lembrando que ele também tem a opção via USB -, Smart Actionsque você pode conhecer melhor aqui – e Tarefas. Muitos deles são padrão de qualquer aparelho com Android 2.3, mas todos foram retocados, nem que minimamente, pela Motorola. Usuários novos no mundo dos smartphones não terão muitos problemas em se adaptar a este aparelho, já que ele já possui todas as funções que utilizamos no dia a dia já pré instaladas.

Também há o MotoCast, que é um serviço que possibilita com que você acesse seus arquivos pela internet – leia mais sobre neste link.

Essa nova User Interface da Motorola, chamada de MotoCast, foi bastante modificada, assim diferindo bastante de qualquer outra que já vimos em aparelhos de outras marcas. O MotoCast é bastante azul, desde a barra de notificações na parte superior até a cor de fundo dos apps nativos e widgets da tela inicial. Na área de trabalho – homescreens, launcher ou seja lá como você está acostumado a chamá-la – você possui diversos widgets que podem ser redimensionados com o simples ato de você colocar e manter o dedo alguns segundos tocando neles, largando, e esticando as suas extremidades para cima ou para baixo, não precisando se preocupar com os ícones dos apps que estiverem no caminho, já que eles mesmo mudam de posição sozinhos. A transição entre as telas no launcher também é diferente, quando você passa de uma para outra acontece um efeito de como você estivesse olhando diferentes faces internas de um pentágono, assim como no Android 3.0 – Honeycomb – para tablets, além de um efeito de reflexo que passa por todos os ícones e widgets quando você muda de tela.

Você já deve ter visto no iPhone ou no Android 4.0 uma animação que acontece toda vez que alguém inclina o aparelho do modo retrato para o modo paisagem e vice-versa, como se a tela imitasse o movimento que você faz com o corpo do aparelho. O RAZR tem isso também. E quando você faz essa mudança de posição alguns aplicativos se adaptam melhor a tela, como o de música, que, quando você está nos álbuns em modo retrato disponibiliza apenas os nomes e quando você coloca o aparelho na posição horizontal a tela vai para a capa dos álbuns organizadas lado a lado. Isso acontece até no Navegador na área de favoritos e histórico.

Mais uma coisa bem legal é que o RAZR possui sua própria interface MTP, que possibilita, quando você conecta o aparelho via USB em Modo PC, com que você tenha acesso a uma interface bem simples, porém bem útil, para dar uma maior facilidade na hora de acessar os arquivos que estão armazenados no aparelho, além do que, usando o modo MTP você pode ainda mexer normalmente no smartphone, pois ele não desconecta da sua memória de armazenamento.

Duração da Bateria

Bateria tem sido um grande problema dos novos smartphones. Parece que a tecnologia das baterias não tem acompanhado a evolução dos hardwares e sistemas móveis. E o RAZR não consegue, infelizmente, fugir desse padrão de baixa duração.

Dá para tentar economizar bastante bateria utilizando o Smart Actions, já que graças a ele você não precisa ficar o tempo todo ligando a tela do aparelho, então, sendo a tela a parte que mais utiliza energia, haverá uma certa economia com o uso bem feito deste aplicativo. Porém, isso não é o suficiente, pois ele ainda precisará ser carregado no meio do dia.

Eu tive que usar o RAZR apenas via rede Wifi, já que eu não pude utilizar o cartão SIM da minha operadora que possui um plano 3G, já que o RAZR usa padrão micro SIM. E, surpreendentemente, a bateria dele ainda foi consumida com velocidade, só fazendo a leitura de notícias, uso de redes sociais e ouvindo música. Eu chegava no fim do dia, sem carregar ele, com 40% de bateria. Se eu estivesse usando 3G com certeza não daria para passar nem metade do dia sem carregá-lo. Pelo menos, diferente do Galaxy S II, o RAZR não demora 3 horas para carregar, carregando de maneira bem mais rápida.

Acessórios

A Motorola manteve o seu costume de adicionar ao pacote do RAZR diversos acessórios. Infelizmente a caixa dele não vem tão completa como a do Atrix, que tem direito até mesmo a Dock HD, porém itens como cabo HDMI, Cabo USB, carregador, carregador veicular e um fone de ouvido estão presentes.

É excelente ver uma fabricante que não obriga o usuário a ter que comprar tudo separadamente, principalmente em relação ao cabo HDMI, que poucas entregam junto com o aparelho.

Um acessório bem interessante é o adaptador da Webtop. Este pequeno item possibilita com que você possa usar as funções da Webtop em sua televisão, sem necessitar de nenhuma Dock. O único problema é que você vai precisar de mouse e teclado, os dois wireless, para poder utilizar a função da Webtop na sua televisão, pois sem esses dispositivos não dá para mexer em nada.

Gostei da possibilidade de conectar o aparelho a uma TV com saída HDMI. Quando você conecta o aparelho irá aparecer as seguintes opções: Galeria, Música e Espelho de tela. Essas duas primeiras abrem os aplicativos do sistema, que não são apps dedicados ou adaptados a tela da televisão, e esta ultima possibilita com que você possa ver a tela do RAZR copiada na tela da TV, o que é bem legal, principalmente para assistir a vídeos ou até mesmo jogar.

Câmera

A câmera do RAZR é o seu ponto mais fraco. Ela é MUITO RUIM. Trata-se de uma que possui 8 megapixels de resolução, flash LED e ainda filma em Full HD. Tem gente que reclama de alguns certos modelos que estão sendo lançados ainda com câmera de 5 megapixels, mas quem fala isso esquece que resolução é o de menos, um bom smartphone tem que ter uma câmera pelo menos razoável, que dê para tirar fotos naquelas ocasiões em que precisamos, não necessariamente substituindo uma câmera digital. Mas a do RAZR não dá nem pro gasto, pois é lenta demais, nem para um momento raro de extrema necessidade.

Concluindo, a câmera do aparelho é dispensável. Demora muito para dá o foco, do tipo, se você for tirar foto de um grupo de pessoas, prepare-se para torturá-los na mesma posição até que você consiga tirar uma foto boa. As vezes as fotos saem granuladas e tirá-las em baixa luminosidade é simplesmente terrível.

De acordo com o nosso colaborador Wellington Sena – conhecido como Tom -, isso seria um problema de software e não de hardware. Mesmo assim, não temos como confirmar se futuramente, em uma atualização de sistema, a Motorola irá resolver os problemas da câmera.

Na galeria abaixo eu coloquei apenas as fotos que saíram com qualidade, mas geralmente você tem que tirar pelo menos 4 vezes a mesma foto até sair boa.

E nesta galeria está alguns exemplos de como as fotos saem na maioria das vezes.

Em suma

O Motorola RAZR é um smartphone muito bom, bem fácil de usar e agradará desde os usuários mais avançados aos que nunca utilizaram um smartphone na sua vida. Funções como o Smart Actions, o MOTOPRINT e o MotoCast demonstram que a Motorola está investindo bastante na hora de tentar trazer tudo o que o consumidor precisa em um smartphone novo e até agora ela tem acertando bastante.

Não existem muitos problemas neste modelo, pelo menos nenhum problema grave ou que não possa ser ignorado. Por mais que o design dele não tenha agradado, isso foi apenas por questão de gosto, se você gostou da aparência deste smartphone e gostou de suas outras características, então compre o aparelho sem medo, pois este é um dos melhores Androids da Motorola até gora.

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Sobre - Fundador do Vida Móvel Blog, usuário de Android, mais especificamente de um Galaxy Nexus, estudante de direito e ninja nas horas vagas.

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Displaying 29 Comments
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  1. Rafael disse:

    Gostei do Review, me deixou com a sensação do SII ser superior.

    "Galaxy Nexus, que é o aparelho responsável por começar a nova geração de smartphones com telas HD "

    Não seria o Galaxy Note, antes do Nexus, a trazer tela HD.

  2. Sigemsistemas disse:

    Artur, primeiramente Parabéns pelo review. Assim como no GS2 no Razr posso conectar um pendrive?

  3. Eric Oliveira disse:

    Realmente ficou longo mas foi um bom review porque cobriu todas as falhas e vantagens do aparelho.

  4. Saulo disse:

    Se vc fosse um professor e os alunos fossem um Razr, um Milestone 3 e um SII, qual as not as que else, respectivamente, receberiam na sua avaliação final?

  5. Fernando Antunes Net disse:

    Cara , fui um dos primeiros a pedir essa review e você cumpriu com o prometido de entrega-la ainda em fevereiro, mesmo com todos os outros problemas ( problema com o note e a venda do SII)
    Bom uma review meio longa mais muito construtiva, esses dias passei na TIM e segurei um RAZR , infelizmente não pude liga-lo mas a sua parte trazeira realmente é uma peça de arte e com uma testura incrível, mas realmente ele ficou com bordas muito longas e sua altura também ficou muito "feia", mas emfim ótimo review e ótimo smart, e por sinal já comprou o Galaxy Nexus , ai no post tem umas fotos dele fiquei curioso…. próximos reviews :HTC Ultimate e CN, certo? ei parabéns mesmo. sai ali nos comentarios do face… kkk 

    • E ae Fernando, tudo bom?
      Eu já disse aqui nos comentários a review ficou longa pq o aparelho realmente é complexo, então teve muito detalhe pra falar. Dessa vez eu tentei tirar todas as dúvidas que os leitores tinham já no texto, pois geralmente a galera manda muito e-mail ou faz perguntas nos comentários qndo eu deixo de falar algo na review, então decidi fazer bem completo. Vou tentar encurtar mais as próximas.
      E sim, a próxima review será do Ultimate a depois dele ou será do GN ou de outro aparelho, pedi vários nessa semana anterior, só que parece que as assessorias entraram de feriadão 1 semana mais cedo, kkkkk, não responderam nenhum e-mail, acredita?!

      E o GN das fotos é do Eduardo Almeida, que n é o q postava do blog, mas o que só participa do VM Cast. Ele comprou com um primo dele. O aparelho saiu uns R$ 1300. O meu eu vou pegar pelo ML mesmo.

      • Gabrielbarros38 disse:

        No ML ta meio caro.Encontrei por 1.600 reais,melhor do que sai na operadora,por 2.000,porém tem uns malucos que botam a 2.500 no mercado livre.Uma coisa legal é que,como a Samsung o trouxe oficialmente para o Brasil,não precisaremos usar CustomRoms.

        • O q eu vou comprar vai sair por R$ 1.507, já imprimi até o boleto. E o modelo internacional já vem com o Android em português brasileiro, a unica versão q n suportava oficial o PT-BR foi a 3.0, a 2.2, 2.3 e 4.0 suportam.

        • Breno Resende disse:

          mas mesmo os aparelhos não lançados oficialmente no brasil tem a opção pt-br, mas de qualquer modo ainda prefiro custom roms 

  6. Rardgi disse:

    Cara, apesar de eu não simpatizar nem um pouco com a Motorola, seu
    review ficou excelente! Cobriu todos os pontos do aparelho. Se eu fosse
    você, não cortaria nada nos próximos reviews, afinal, review serve para
    isso mesmo. Pensa, qualquer review que vemos no Youtube tem em média 13
    minutos, alguns tem parte 1 e parte 2. Imagina isso tudo escrito? Pois
    é! Se deixar de falar de algo, logo aparecerão usuários falando: "Poxa,
    você não falou sobre isso". "Ahh, você não comentou sobre aquilo", "Como
    pode esquecer de falar sobre isso Artur". Bah, o "resumo" serve para
    quem quer saber de forma imediata os prós e contras do aparelho. Se tem
    muita coisa a ser dita, tem que ser dita!

    Abs e parabéns!

    • Verdade Rardgi. Levei uns dois dias para poder terminar toda a review do aparelho, pois, realmente, os smartphones desta nova geração já vem bastante completos, cheios de funções.

      Vou deixar as reviews então como estão, é verdade que os usuários não gostam quando esquecemos de falar em determinados pontos. Acho que o que mais deixou o texto grande n foi só o texto, mas também a quantidade de fotos dentro e fora da galeria que deve ter assustado um pouco o pessoal, rsrs.

      Um abraço e continue acompanhando o blog!

  7. Vinícius Pass disse:

    O review ficou muito bom!

    Sou um "fã" da Motorola, nunca tive nenhum dos problemas que as pessoas falam, tive um Milestone 1 e agora tenho um Razr, que eu adoro mto, na boa.
    Obviamente, eu acho o designer dele extremamente legal, sem nenhum outro parecido, é algo bem exclusivo da Motorola.

    Do review, tem alguns pontos que eu não concordo, por exemplo a navegação pela internet e supostos travamentos. A navegação eu acho perfeita (já testei a do GS II e do IPhone 4S), e não tive problemas, achei melhor do que o GS II mas não ganha do Iphone 4S.
    Tenho o meu Razr faz uns 3 meses e NUNCA tive problemas de Force Closed ou travamentos, diferente do meu Milestone 1 antigo. Eu achei ele o máximo nesse quesito.

    Parabéns pelo -extenso- review.

    • Luis Gustavo disse:

      Também tenho o RAZR desde 13 de dezembro, ou seja, quase 3 meses, e digo, o aparelho que vc usou devia estar com algum aplicativo bugado, pois assim como disse o Vinícius, o meu nunca travou, muito menos force closed, mesmo com o motoblur, a.k. motocast, o aparelho é rápido nas resposta…. 
      Parabéns pelo longo review, como vc falou e reforcou, ou vc ama, ou odeia o RAZR pelo design, eu amo, acho muito bonito, muito mesmo, seja de frente, seja de costas…. mas isso é gosto pessoal…. o importante é que vc foi imparcial e explicativo, quem tem duvidas sobre esse aparelho é só vir aqui e tirar….
      Aguardando os proximos reviews amigo….

  8. Rmirandarios disse:

    Sinceramente por mais que o RARZ seja um bom Celular, pra mim não iria servir devido a sua Câmera… Nunca fui de usar câmera, mas depois do SII passei a usar Câmera de celular pra tudo… Tanto a noite, com pouca luz ou muita ele nunca deixa na mão…
    Mas tenho que valorizar a Motorola e o seu empenho em fazer um bom Celular com acessórios sempre melhores do que a concorrência…
    Mas essa memória interna é do tempo do Milestone… Mancada heim Motorola….

  9. Olha, esse review ficou otimo 

  10. O review ficou ótimo, muito detalhado. A algumas semanas q eu estava esperando pela sua opnião. Ao contrario de outros blogs q parecem apenas postar dados impressos na embalagem. Estou muito interessado nesse aparelho, e a duvida eterna é Razr ou GS2. Mas com base em tudo o que lí aqui acho  q vou mesmo de Razr.

  11. Agora falando em desempenho, vc acha que o Milestone 3 perde muito para o Razr? Hoje uso um LG Optimus Black e não estou mais satisfeito com o desempenho. Preciso de algo mais rápido e que não trave nos aplicativos pesados.

    • Na verdade o RAZR é bm mais rápido sim, o maior problema é que ele n possui a mesma velocidade que dos outros smartphones na mesma faixa de preço, como o Galaxy Note, por exemplo.

  12. Gleison disse:

    Olá Artur, parabens pelo review. gostaria que voce me tirasse uma duvida em relação a memoria de armazenamento do aparelho. vejo no ML vendedores dizendo que ele vem com 16GB e outros dizendo que são 8GB. finalmente qual a memoria real do aparelho? 8 ou 16 GB. se eu comprar um de 16GB ele vai mostrar realmente os 16 ou não? pelo que vc falou ai no review ele vem com 8, mas existe algum de 16? obg.

    • Amigo, pelo o que parece ele tem 16 Gb no total, mas é dividido assim:
      4GB – used by the operating system, Webtop and pre-installed applications4GB – application storage for user downloaded applications8GB – storage for pictures, music, videos etcEntão sobra só 8 GB para fotos, músicas e vídeos. Sendo 4GB para apps.

  13. Rodrigo disse:

    não estou falando q seu review está ruim mas
    no lado oposto da caemera é o led de notificaçoes,NÃO o sensor de luz
    no review vc diz:"E sim, por mais que a qHD Super AMOLED não seja tão viva quanto a Super AMOLED PLUS ",mas ela é sim super AMOLED plus(advanced)

    • Lá está tanto o led quando o sensor de luminosidade amigo.
      Quando eu fiz a comparação entre as telas foi para dizer que a Super AMOLED PLus do Galaxy S II é melhor, diferença grande por sinal.

      • Rodrigo disse:

        agora entendi,
        .Tenho um razr e acho ele perfect.e outra coisa,continue fazendo esses reveiws,eles são ÓTIMOS!!!!!

  14. Rodrigo disse:

    esuqeci de uma coisa.
    Não encontrei um review do vidamovelblog do galaxy note
    voces já fizeram??
    se não,vc sabe quando irão fazer???

    obrigado

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