[Review] Galaxy Tab 10.1: O Tablet super fino da Samsung

Uma das reviews que os leitores do blog mais aguardavam é com certeza esta do Galaxy Tab 10.1. A continuação do tablet de 7″ polegadas da Sammy é com certeza um dos aparelhos mais esperados deste ano, principalmente por causa do sucesso do modelo anterior, o que deixou a todos com muitas expectativas de como seria esta nova versão, que dessa vez apresenta um sistema adaptado para tablets e uma tela de tamanho e qualidade bem superior.

Pude experimentar este tablet por um período de duas semanas, tendo utilizado ele bem mais do que utilizei o Xoom da Motorola, principalmente pelo fato de que o aparelho da coreana se demonstrou ser bem mais atrativo ao uso, o qual eu fiz majoritariamente dentro de casa. Talvez dessa fez eu finalmente possa firmar minha opinião sobre tablets com Android, pois adianto que o Galaxy Tab 10.1 conseguiu encontrar um lugar na minha rotina de uma maneira que nenhum outro gadget até agora tinha conseguido.

Este novo modelo tem uma grande e difícil missão de suceder um dos mais vendidos tablets Android que já tivemos, mas será que esta versão melhorada tem o que é preciso para ser considerada uma boa escolha de compra ou ele ainda permanecerá ofuscado pela sombra do sucesso de seu atencessor?

Performance

Continuo com a minha ideia de que o Honeycomb é um sistema ainda muito precoce, não é atoa que o Google já até mesmo lançou uma nova atualização, a 4.0 – ou Ice Cram Sandwich (ICS) – , que está mais rápida e parece ser bem mais ‘finalizada‘. Porém, diferente de outros tablets com o Android 3.1 , o Tab 10.1 vem com uma interface TouchWiz, o que deixa ele mais completo, custando um pouco no lado da performance do aparelho.

Quando andamos pelo sistema dele, dá para perceber que ele dá uma travadas, principalmente no seu launcher – aplicativo das áreas de trabalho ou homescreens -, principalmente quando acabamos de fechar um aplicativo pesado. Parece que o sistema tem uma certa dificuldade de eliminar os apps da memória, diferente até mesmo do Galaxy S II, também da Samsung, que se recupera rápido até daquelas travadas clássicas que os aparelhos com o sistema móvel do Google sempre dão, o que a gente infelizmente não enxerga no Tab, porém isso não chega a ser algo tão grave assim.

Acredito que este problema pode ser facilmente resolvido com uma troca de launchers, geralmente os que já vem nos smarts Androids são bem pesados, mas afirmo que quando o sistema se recupera, após uns 10 a 20 segundos, o aparelho fica mais uma vez ‘usável‘ e rápido, do jeito que gostamos.

Felizmente, quando o assunto é performance em aplicativos, menus de configuração e na navegação na Web, o Tab 10.1 tira nota 10, rodando tudo perfeitamente, sem longos períodos de carregamento, o que, na minha opinião, é o que importa, pois passamos muito mais tempo utilizando apps do que navegando pelo launcher.

Por falar em performance, precisamos falar em jogos, ainda são bem poucos os que funcionam no Android 3.1, porém já temos alguns títulos de qualidade, como Shadowgun (Foto acima), que utiliza todo o potencial do processador Tegra 2, dual-core, de 1 GHz deste aparelho, além de seus 1 GB de RAM, em uma verdadeira demonstração de um incrível poder gráfico, o qual eu nunca imaginava que um tablet possuiria. Na hora de jogar os games com os melhores gráficos em alta resolução foi que o Tab 10.1 realmente conseguiu me deixar de queixo caído, e são pouquíssimos os aparelhos que conseguem fazer isso hoje em dia.

Pela pouca quantidade de títulos disponíveis não houveram muitos games para eu poder testar no tab, porém os poucos que consegui instalar funcionaram muito bem. Vale a pena dizer que esta escassez não é culpa do modelo em si, mas sim do sistema móvel do Google, nosso querido Android, que ainda não conseguiu atrair as grandes desenvolvedoras de jogos para a sua versão para tábuas mágicas – tablets -.

Outra área onde o Tab 10.1 tirou nota 10 foi a navegação na Web, que é uma parte extremamente importante em um tablet. O outro aparelho que conseguiu me oferecer uma navegação tão suave quanto a que eu experimentei neste tablet foi o Galaxy S II, nisso os aparelhos da Sammy parecem se destacar bastante, não deixando nem um pouco a desejar e oferecendo uma performance que muitas vezes me fizeram sair do notebook e ir surfar por eles apenas para poder acessar alguns sites de uma maneira mais comoda, deitado na minha cama.

Na performance em geral do Tab tira um 9, pois ele é extremamente rápido, mas em certos momentos deixou a desejar.

Meus usos para o aparelho

Gostei tanto de utilizar o Galaxy Tab 10.1 que decidi dedicar um tópico apenas para falar de como eu utilizei o aparelho durante o período em que ele esteve em minha posse.

Nos primeiros dias eu confesso que deixei o Tab em um canto, pegando poeira, isso por que eu já havia tido uma experiência não tão atrativa com o Xoom, que havia deixado uma marca negativa na minha opinião sobre aparelhos deste gênero. Porém, um belo dia, eu fiquei olhando pra ele e ele me olhou de volta. Quando finalmente eu decidi pegar o aparelho para começar a fazer meus testes não consegui mais largá-lo.

Sabe quando a gente checa cansado depois de um longo dia, tendo saído do trabalho pra faculdade e voltado pra casa quase morto? Pois é, isso no meu caso chega a ser extremamente cansativo, ainda mais que ainda tenho que checar no meu lar doce lar e ir escrever textos pro blog e ainda responder e-mails e comentários. Mesmo com uma rotina extremamente cansativa eu não largo mão do meu entretenimento, que consiste em jogar algum game de vez enquando, ler artigos na internet e assistir vídeo reviews de jogos. Geralmente eu faço tudo isso no meu notebook, sentado, já com dor nas costas e com minhas energias quase exauridas, sem ao menos sentir como se eu tivesse realmente aproveitando o tempo que falta para terminar o dia, mas durante 2 semanas eu tive em minhas mã0s uma ferramente que deixou toda essa rotina muito mais agradável.

Comecei a checar em casa, escrever alguns textos no notebook e correr pro tablet. Deitava na minha cama, arrumava os travesseiros e ia para a internet, abria o Google Reader para ler os artigos e logo após acessava meus sites favoritos sobre jogos, onde o player deles, baseados no Adobe Flash, rodavam perfeitamente. Finalmente eu estava fazendo o que eu gostava de uma maneira mais relaxante, muito mais agradável.

Eu ainda instalei o Swiftkey para tablets, que facilita demais a digitação, instalei o IMO+ para acessar meu Gtalk e MSN e ainda engajava numa conversa com algum amigo enquanto selecionava uma música, ato que eu podia fazer sem ter que fechar uma das janelas, pois existe uma característica do tab que me permite abrir dois aplicativos em uma mesma tela. Disso eu já já irei falar.

Um hábito que eu adquiri com este aparelho foi o de ler revistas em quadrinho, acredito que eu era um dos poucos nerds neste mundo que não possuía o hábito de ler HQs, talvez pela falta de oportunidade. Comecei a ler The Walking Dead, a mesma que deu origem a série que todas as pessoas sãs desse mundo tanto amam. Em geral, este virou um hábito muito frequente, até porque dá para ler perfeitamente na tela deste modelo, que é linda por sinal, sem ter que dar zoom, meu único trabalho era trocar de página. Infelizmente eu acabei perdendo este costume quando devolvi o tab, pois ler no PC não é nem um pouco agradável.

Interface e Aplicativos

O Galaxy Tab 10.1 possui uma interface TouchWiz, criada pela Samsung. Ela proporciona uma boa quantidade de aplicativos, como os apps: Folha, Super Interessante, Veja, Época, NetMovies, Samsung Apps, Editor de fotos, ebook, Exame, Meus Arquivos, Nota Digital, Nota, Polaris Office, Pulse, Social Hub e alguns outros. Como vocês podem observar por esta lista, material para leitura é o que não irá faltar, ainda mais quanto temos aplicativos como o Pulse, que é um agregador de feeds extremamente bonito e que já vem pré-instalado no aparelho. Acredito que o usuário comum não verá nem a necessidade de instalar mais aplicativos, pois o aparelho já vem com tudo o que nós geralmente utilizamos no nosso dia a dia.

Por mais que a interface que a Sammy jogou em cima do Honeycomb – Android 3.x – deixe o sistema mais lento, afirmo que mesmo assim ela foi uma boa adição, principalmente por causa da grande quantidade de apps e widgets, e dos chamados Mini Apps, os quais elevam a capacidade de multitarefa dos tablets para um outro nível, muito mais próximo do que vemos em nossos computadores pessoais. Eles são: Gerenciador de Tarefaspara você rapidamente ver os apps abertos e poder fecha-los -, Calendário, Horário Mundial, Nota Digital, Calculadora e Music Player.

Achei fantástico o uso dos Mini Apps, principalmente porque a Samsung escolheu justamente os apps que nós mais utilizamos para possuir esta função. Graças e eles dá para você facilmente conversar com alguém no Messenger e ainda dar uma olhada na sua lista de músicas ou fazer um cálculo rápido. Parece não ser tão importante, mas digo que usei eles constantemente e é ótimo não ter que ficar fechando ou minimizando o app que já tava aberto pra poder abrir mais um.

Outra parte do TouchWiz é o famoso Social Hub, sinceramente, não sei porque as fabricantes de smartphones e tablets insistem em colocar nos seus aparelhos aplicativos para redes sociais. Tá, eu sei que todo mundo gosta de redes sociais, mas é que o modo de interação e junção dessas redes todas em um mesmo local, como todas as empresas tem feito até agora, é que é simplesmente frustante, desorganizado. Pelo menos é isso que eu acho. Até agora a unica solução boa mesmo que eu vi foi o People, app do Android 4.0 que junta as informações das redes sociais com os seus contatos, isso sim parece ter uso. No meu caso eu acessei o Twitter, por exemplo, utilizando o Plume, que é muito legal e fácil de usar. Existem soluções mais agradáveis no Market para acesso a redes sociais, por isso eu sempre corro dos apps como o Social Hub, mas isso com certeza não quer dizer que ele não irá lhe agradar.

Falando agora da interface dos aplicativos, muito deles, principalmente os feitos pela própria Samsung, foram bem desenhados, fazendo uso de toda a tela 10.1″ polegadas do aparelho, como por exemplo o music player, que disponibiliza para você o que é basicamente 3 telas diminuídas em uma só, onde você pode trocar de música, olhar suas listas, diminuir o volume e muito mais tudo em uma mesma tela, sem grande esforço.

O TouchWiz pode não merecer um 10, mas com certeza recebe um 9.5, pois facilita bastante o uso do aparelho, já disponibilizando tudo o que precisamos. Usuários que estão começando agora e querem adquirir seu primeiro tablet vão apreciar a falta de necessidade de acessar o Market e procurar por apps para poder realizar determinadas funções, o que é ótimo, principalmente porque todo mundo que quer um tablet ou pelo menos a maioria, quer um aparelho que vá facilitar o seu dia a dia, trazer entretenimento e não dores de cabeça.

Corpo fino e leve

Uma das coisas que mais me incomodou no Galaxy Tab 7″ e no Motorola Xoom foi a grossura dos aparelhos, pois tablets que são grossos com certeza atrapalham na hora de você segurá-los, dando também um visual até meio que feio para eles. Ainda bem que o modelo 10.1 da Samsung não tem um problema com isso, sendo que suas dimensões são 256,7 x 175,3 x 8,6 mm, além de pesar apenas 565 g, bem menos que a maioria dos tablets com Android Honeycomb que nós vemos por aí, o que faz uma baita diferença, ainda mais sendo um aparelho que já é grande por natureza e que você estará sempre carregando, por mais que por curtos períodos de tempo.

Tablets PRECISAM ser finos e leves. Seguramos eles para navegar na web, ler livros e HQs, assistir filmes e sérios, as vezes até por várias horas seguidas, se o aparelho for grosso e pesado você provavelmente vai largar ele rapidamente e voltar pro seu computador, o que realmente não acontece com o Tab 10.1. Ele pode não ser ultra-leve, mas possui um peso aceitável.

Vamos abrir o jogo, a Samsung não exitou em tentar diferenciar o seu novo tablet do iPad da Apple, ambos os aparelhos são extremamente parecidos, de frente e de longe dá até para confundir, porém o Tab não deixa de possuir um design bonito e bastante agradável aos olhos, mas confesso que a semelhança entre os dois aparelhos me incomodou.

O corpo dele é basicamente plástico, porém um plástico firme e duro, que aparenta também ser bastante resistente. Vale a pena dizer que a tela do Tab é uma corning Gorilla Glass, um vidro temperado extremamente resistente, o que é uma excelente adição, porém não aconselho você a deixar o aparelho cair nenhuma vez, pois nenhum Tablet consegue resistir uma caída no chão, muitos chegam a ter suas telas completamente despedaçadas, isso pode não chegar a acontecer com o Tab 10.1, mas espere pelo menos rachaduras feias.

Quando o assunto é bateria, este tablet se mostra bastante decente. Cheguei a deixar ele sem carregar por 3 dias, usando bastante, só carregando mesmo quando chegou a atingir 10%, o que faz com que ele não seja um incomodo, igual aos smartphones, que têm que ser carregados todos os dias.

Tiveram algumas escolhas que a Sammy fez que não me agradaram. Uma delas foi a presença do botão de ligar na parte de cima do aparelho e não na traseira, como no caso do Xoom, isso fez com que eu vivesse perdendo ele de vista e tivesse que ficar procurando ele várias vezes. É bem fácil acabar segurando o aparelho de cabeça pra baixo, consequentemente perdendo o botão de desligar de vista ou o confundindo com o de volume. Isso não acontecia no tablet da Motorola pois a textura do botão power era diferente, mais fácil de localizar.

Outra foi a da posição dos alto-falantes, no Xoom, mais uma vez comparando, eles ficavam atrás, no tablet da Samsung eles se encontram nas laterais, ou seja, dependendo da posição que você segura ele, é capaz de você ficar os tapando, deixando o som com uma qualidade horrível e tendo que ficar movendo a mão o tempo todo. Não é um problema grande, mas com um uso constante do aparelho isso chega a irritar. Porém, cito ainda que a qualidade dos alto-falantes é muito boa.

Talvez o que mais tenha me incomodado foi a falta de memória do aparelho, 16 GB é, na minha opinião, muito pouco, ainda mais em um aparelho que não possui entrada para cartão micro SD. Isso dificuldade na hora de você passar seus filmes, séries e músicas para o aparelho. Claro, algumas pessoas conseguiriam viver normalmente com essa quantidade de memória, mas eu não, se no meu smartphone eu estou com 16 GB de memória interna e ainda 16 GB no cartão SD e só me falta 8 GB desses 32 para eu terminar com a memória, imagina com um tablet onde a lista de conteúdo que gostaria de armazenar é muito mais branda do que apenas músicas e jogos.

Em relação ao design e ao corpo do Galaxy Tab 10.1, a Samsung perde alguns pontos pela falta de originalidade e em alguns detalhes que ela poderia ter melhorado, porém ganha alguns pelo fato de conseguir nos trazer um aparelho leve e fino, sendo bem agradável ao toque e fácil de carregar. No geral, essa área merece um 8.5.

Câmera

Vocês sabem que eu não gosto de gastar tempo avaliando câmera de tablet, afinal de contas isso é o que os usuários menos usam, um mero enfeite. Mas vale dizer que ele possui uma câmera traseira de 3.2 megapixels e uma frontal de 2 megapixels.

Em Suma:

Pontos positivos:

  • O aparelho é bonito, leve e fino
  • Possui uma excelente performance para jogos e apps
  • A interface TouchWiz é muito completa
  • A Bateria tem uma duração muito boa

Pontos Negativos:

  • O Design não é original
  • Seu launcher chega a travar de maneira brusca
  • O Android Honeycomb ainda não possui muitos aplicativos compatíveis
  • Pouca memória e falta de entrada para um cartão micro SD

Sinto bastante falta do Galaxy Tab 10.1. Com certeza é o melhor tablet que eu já experimentei até agora. Seu sistema modificado o torna útil e fácil de se controlar, o que é um grande ponto positivo, porém creio que a Samsung deveria ter gastado um pouco mais de tempo para otimizá-lo, acredito que as próximas atualizações do sistema do aparelho devem trazer melhores significativas na performance dele, que já é boa, mas deve ser melhorada.

Aconselho sim a compra do Galaxy Tab 10.1, mas lembre-se de pesar muito bem todos os pontos positivos e negativos, pois tablets são caros, então escolha o que mais lhe agradar.

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Sobre - Fundador do Vida Móvel Blog, usuário de Android, mais especificamente de um Galaxy Nexus, estudante de direito e ninja nas horas vagas.

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Displaying 6 Comments
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  1. Pedrooliveira7 disse:

    Muito bom o seu review cara. Acho q o que mais me agradou nele, em relação ao xoom, é a interface touchwiz,  que com certeza é um grande atrativo.

  2. Eric Draven disse:

    Thumbs Up pro player tocando The Trooper :D

  3. Gigiobat disse:

    Gostei mais do tab 8.9, muito leve e a resolução da tela melhor. Estou aguardando a próxima leva dos tablets com o processador tegra 3, aí sim irei adquirir o meu.

  4. Thiago Gomes disse:

    A area de trabalho do note do Arthur é = a do meu note e o meu pc completamente lotada de icones kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

    Ótimo review

  5. Paulo Vargas disse:

    Gostaria de saber se no galaxy 10.1 roda o autocad ws, pois sou arquiteto e isso seria uma ferramenta muito poderosa para fazer levantamentos em obras.

  6. emerson disse:

    gostaria de saber como eu abaixo jogos para meu tablet 2.2 todos cobram algum conhece algum de graça obrigado

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